
Daniel Munduruku é um dos mais influentes intelectuais indígenas do Brasil. Pertencente ao povo Munduruku, ele é graduado em Filosofia, História e Psicologia, com mestrado em Antropologia Social e doutorado em Educação pela USP, além de pós-doutorado em Linguística pela UFSCar. Sua trajetória é marcada pela defesa da diversidade cultural e pela desconstrução de estereótipos sobre os povos originários, utilizando a literatura como uma ponte de diálogo entre mundos. Com mais de 60 obras publicadas, Munduruku iniciou sua carreira literária em 1996 com 'Histórias de índio', um marco que apresentou a cosmologia indígena para o público não indígena de forma acessível e profunda. Além de escritor, atua como professor, palestrante, ator e diretor do Instituto Uk'a - Casa dos Saberes Ancestrais. É membro da Academia de Letras de Lorena e, em 2025, tomou posse na Academia Paulista de Letras, consolidando seu papel como guardião da memória e dos saberes ancestrais na cultura brasileira contemporânea.
A carreira de Daniel Munduruku é definida pelo conceito de literatura como ferramenta política e pedagógica. Ele transformou a narrativa indígena, antes restrita à tradição oral ou descrições antropológicas externas, em uma voz própria de resistência e autoafirmação. Seu estilo mescla memórias pessoais, mitologia e reflexões críticas, voltando-se predominantemente para o público infantojuvenil com o intuito de formar novas gerações mais conscientes e respeitosas em relação às raízes do Brasil. Ele é um dos fundadores do Encontro Nacional de Escritores e Artistas Indígenas e do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI).

“Neste livro, o premiado autor Daniel Munduruku convida o leitor a mergulhar em sua história de vida através de crônicas repletas de memórias e ancestralidade.”

“Um indígena aprisionado narra o massacre de seu povo por homens brancos — que ele chama de 'fantasmas' — e confessa sua vingança contra os responsáveis.”