
Cristiano Baldi nasceu em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, e consolidou sua carreira literária em Porto Alegre. Estreou na literatura em 2002 com o volume de contos 'Ou clavículas', publicado pela icônica editora Livros do Mal. Após um hiato de 15 anos nas publicações de fôlego, lançou seu primeiro romance, 'Correr com rinocerontes' (2017), obra que o projetou nacionalmente ao ser selecionada como finalista de importantes prêmios literários. Além de sua produção autoral, Baldi possui sólida trajetória acadêmica, sendo Mestre e Doutor em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde atua como professor. Sua obra é caracterizada por uma narrativa ácida e ágil, frequentemente explorando crises familiares, o peso do passado e a desilusão da geração millennial no contexto urbano brasileiro.
Baldi iniciou sua trajetória no início dos anos 2000, integrando uma geração de autores que renovou a cena literária gaúcha através de editoras independentes. Seu estilo é marcado pelo 'não-compromisso com o bom-mocismo', utilizando uma linguagem direta, por vezes visceral, para tratar de temas como a incomunicabilidade familiar e a falência das instituições simbólicas. Como professor, coordena oficinas de mecanismos narrativos, influenciando novos escritores no cenário contemporâneo.

“O romance narra a jornada de um protagonista sem nome que, forçado a retornar de São Paulo para Porto Alegre devido a uma tragédia familiar, mergulha nas memórias de um acidente grave envolvendo seu irmão, Igor. A obra explora a desintegração de uma elite intelectual gaúcha e a busca por um sentido em meio ao caos emocional, utilizando o simbolismo do rinoceronte como uma força animal e primordial.”

“Coletânea de contos que marcou a estreia do autor no mercado editorial independente; os textos foram posteriormente adaptados para o teatro pelo grupo paulista Cemitério de Automóveis.”