
Nascida no Recife, Pernambuco, em 16 de outubro de 1963, Claudia Cavalcanti teve contato precoce com a língua alemã durante o jardim de infância e, mais tarde, no Goethe-Institut de São Paulo. Aos 20 anos, em 1984, transferiu-se para a então Alemanha Oriental (RDA), onde estudou Germanística na Universidade de Leipzig (Karl Marx Universität) até 1989. Retornou ao Brasil e iniciou o doutorado na Universidade de São Paulo (USP), sem concluí-lo. A partir de 1990, fixou residência em São Paulo, cidade onde passou a exercer as funções de tradutora (literária e pública), revisora e consultora de textos para organizações. Paralelamente às atividades de escrita, trabalha como gestora do selo Casa Vera Cruz, braço editorial da Escola Vera Cruz.
A produção profissional da autora divide-se entre a tradução literária, a crítica e a prosa memorialística. Como germanista e tradutora, verteu para o português autores clássicos e contemporâneos como Paul Celan, Georg Trakl, Ingeborg Bachmann, Johann Wolfgang von Goethe, Friedrich Schiller e Heinrich von Kleist. Além das traduções, publicou seu primeiro livro autoral em 1995, o ensaio 'A literatura expressionista alemã'. Na década de 2020, passou a se dedicar a narrativas documentais e autoficcionais. Publicou 'A vida dos outros e a minha' (2021), obra na qual relata sua experiência universitária sob o contexto da Guerra Fria e a vigilância da política de espionagem da polícia secreta alemã (Stasi). Em 2024, lançou 'Avenida Beberibe', uma narrativa que utiliza o recurso fotográfico para relacionar a história de sua família no Recife a episódios da história política e social do Brasil do século XX.

“A narrativa mescla lembranças familiares da infância da autora em uma casa no Recife com eventos históricos e políticos brasileiros, como a passagem do Graf Zeppelin e a repressão ditatorial, utilizando imagens fotográficas para compor a obra.”

“Durante um voo doméstico, a jornalista Suzana Molinos lê uma reportagem sobre a queda do voo AF 447 e descobre conexões do acidente com seu passado e com o falecimento de seu marido, o ornitólogo Didier Petit.”