
Nascida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 15 de março de 1958, Cíntia Moscovich é uma figura proeminente na literatura brasileira contemporânea. Além de sua carreira como escritora, atuou como jornalista, professora, tradutora, consultora literária, revisora e assessora de imprensa. Sua formação literária foi profundamente influenciada pelo ambiente familiar, crescendo cercada por uma vasta biblioteca, uma paixão de seu pai que a expôs precocemente a clássicos da literatura mundial. Aos 36 anos, Cíntia Moscovich deu um passo decisivo em sua trajetória ao frequentar a oficina de criação literária de Luiz Antonio de Assis Brasil, na PUCRS, onde aprimorou suas técnicas narrativas. Sua estreia individual na ficção ocorreu em 1996 com o livro de contos "O Reino das Cebolas". Desde então, sua obra tem sido reconhecida com diversos prêmios literários, consolidando-a como uma voz importante na Geração 90 da literatura brasileira. Cíntia Moscovich também é uma ativa participante e palestrante em feiras e festivais literários nacionais e internacionais, representando o Brasil em eventos como a Bienal do Livro de Santiago do Chile, a Flip e a Feira do Livro de Guadalajara. Além de sua produção literária, ela ministra oficinas de criação literária, compartilhando sua expertise e incentivando novos talentos.
A trajetória literária de Cíntia Moscovich é marcada por uma prosa que transita entre o humor sutil e a melancolia, a simplicidade e a profundidade, explorando com sensibilidade o insólito das relações afetivas e da vida cotidiana. A temática judaica é recorrente em suas obras, assim como a condição feminina e a introspecção, elementos que conferem uma riqueza particular às suas narrativas. Seu estilo se aprofunda na observação de detalhes e na construção de um subtexto rico em ambiguidades, muitas vezes utilizando a terceira pessoa focalizada para abordar questões íntimas sem cair na confusão entre a vida da autora e a dos personagens. Moscovich domina diversas técnicas narrativas, desde o fluxo de consciência até contos sem personagens, demonstrando versatilidade e um cuidado apurado com a linguagem. Sua habilidade em criar narrativas coesas e envolventes a estabeleceu como uma "clássica" para a literatura brasileira.

“Vencedor do Prêmio Clarice Lispector. Coletânea que revisita o ambiente escolar, tratando de temas como bullying, descobertas sexuais e a construção da identidade com uma voz narrativa inconfundível.”

“Romance que aborda a luta de uma protagonista contra a balança e as pressões estéticas da sociedade e da família, misturando drama e um humor ácido e inteligente.”