
Nascida no Rio de Janeiro, Cinthia Kriemler reside em Brasília desde 1969. É graduada e pós-graduada em Comunicação Social/Relações Públicas pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por muitos anos como Analista Legislativo da Câmara dos Deputados, cargo do qual se aposentou. Sua entrada no cenário literário ocorreu de forma mais ativa após os 50 anos, começando a publicar contos e crônicas em seu blog em 2007. Desde então, consolidou-se como uma das vozes mais potentes da literatura brasileira contemporânea, com uma obra diversificada que inclui romances, contos, crônicas e poesia, principalmente publicados pela Editora Patuá. Sua escrita é marcada por um olhar crítico e sem rodeios sobre questões de exclusão social, violência de gênero, abuso e a realidade de grupos marginalizados, com um forte compromisso político em dar voz aos que sofrem. Cinthia Kriemler é membro da Academia de Letras do Brasil (ALB/DF, Seccional Brasília, cadeira nº 32), da Rede de Escritoras Brasileiras (REBRA) e do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal (Sindescritores), refletindo seu engajamento no meio literário. Sua obra tem sido consistentemente bem recebida pela crítica e pelo público, o que se traduz em importantes reconhecimentos e prêmios.
A trajetória literária de Cinthia Kriemler se solidificou após os 50 anos, com um foco crescente na ficção, poesia e crônicas. Sua escrita é caracterizada por uma abordagem incisiva de temas sociais, como a violência, o preconceito e a exclusão, particularmente em relação a mulheres e crianças. Ela se empenha em 'conseguir escrever de forma séria e consciente sobre as pessoas que não têm voz ou sobre as que sofrem abusos (de todo tipo)'. Foi reconhecida pela crítica com indicações importantes, sendo finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2018 com 'Todos os abismos convidam para um mergulho' e novamente em 2023 com 'Viúvas de sal', além de semifinalista do Prêmio Oceanos em 2016 com 'Na escuridão não existe cor-de-rosa'.

“Romance de estreia que explora a trajetória de Beatriz, uma assistente social anti-heroína que enfrenta problemas pessoais, perdas e uma compulsão sexual, mergulhando nos abismos do sofrimento humano. A obra aborda as fissuras e vazios da classe média, aprofundando-se na complexidade da alma de uma personagem que, embora em busca de resgatar outros, também necessita ser salva de suas próprias ruínas.”

“Romance que retrata a realidade de mulheres em uma cooperativa de pescadoras, confrontando exclusão social, violência e abuso. A narrativa de forte marcação social aborda eventos e vivências de mulheres que lutam contra a miséria implacável, a viuvez sem amparo e o mundo hostil, destacando temas como sororidade, crimes ambientais, pandemia e misoginia.”