
Maria Aparecida da Silva, artisticamente conhecida como Cidinha da Silva, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1967. Graduada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sua trajetória profissional e literária é profundamente marcada pelo ativismo e pela pesquisa em temas raciais e de gênero. Ela presidiu o Geledés – Instituto da Mulher Negra entre 2000 e 2002 e fundou o Instituto Kuanza em 2005, ambos com o objetivo de promover ações de enfrentamento ao racismo e valorizar as heranças africanas na sociedade brasileira. A autora publicou mais de 20 livros, abrangendo gêneros como crônica, conto, ensaio, dramaturgia e literatura infantojuvenil. Sua escrita se destaca pela pesquisa estética que bebe da fonte das africanidades, orixalidades e ancestralidades, dialogando com as tradições afro-brasileiras e afro-diaspóricas e a contemporaneidade. Além disso, suas obras frequentemente abordam racismo, discriminação racial, desigualdades raciais e de gênero, direitos humanos, política, morte e amor. Cidinha da Silva é uma voz protagonista na literatura brasileira contemporânea, com textos que já foram selecionados para vestibulares de grandes universidades como Unicamp e USP. Sua capacidade de tecer narrativas que informam, provocam e desconstroem estereótipos a consagra como uma das mais importantes escritoras afro-brasileiras.
A carreira literária de Cidinha da Silva começou formalmente em 2006 com a autopublicação de 'Cada tridente em seu lugar e outras crônicas'. Antes disso, ela já publicava artigos acadêmicos sobre relações sociais e de gênero. Sua obra se caracteriza pela versatilidade de gêneros, transitando entre a crônica, conto, ensaio, dramaturgia e literatura infanto-juvenil. A autora consolidou sua estética ao focar em africanidades, orixalidades e ancestralidades, buscando tensões e diálogos entre as tradições afro-diaspóricas e a contemporaneidade no Brasil. Seus temas recorrentes incluem o combate ao racismo, a valorização da cultura negra e a exploração de questões de identidade e direitos humanos. Cidinha é também cronista e editora, e seus livros têm sido traduzidos para diversos idiomas.

“Dezenove contos que exploram a diáspora negra, questões contemporâneas como política, crise ética, racismo religioso, perda de direitos (especialmente para mulheres), e a comunidade LGBTQIA+, com a figura do orixá Exu como central, conectando o divino e o terreno.”

“Coletânea de crônicas que aborda a necropolítica na sociedade brasileira, o racismo, a branquitude, os privilégios raciais e a morte simbólica e física que provocam, ao mesmo tempo em que ressalta a resistência de pessoas, atitudes e instituições.”