
Carolina Bensimon Cabral, mais conhecida como Carol Bensimon, nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 22 de agosto de 1982. Sua formação acadêmica inclui um bacharelado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), concluído em 2005. Posteriormente, obteve um mestrado em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 2008. Durante seus estudos, ela também realizou um doutorado em literatura comparada na Universidade Sorbonne Nouvelle, em Paris. Antes de se dedicar integralmente à sua prolífica carreira literária, Carol Bensimon atuou como redatora publicitária por alguns anos. A escritora tem raízes familiares profundas, com sua família materna, os Sevi Bensimon, sendo de origem judaica (sefardita) e tendo se estabelecido no Brasil após serem expulsos do Egito em 1957. Atualmente, Carol Bensimon reside em Mendocino, na Califórnia, Estados Unidos, um local que tem servido de inspiração e cenário para algumas de suas obras literárias mais recentes.
A trajetória literária de Carol Bensimon teve início com a publicação de contos em diversas revistas e jornais, como Zero Hora, Ficções e Bravo!. Seu livro de estreia, "Pó de parede" (2008), uma coleção de três novelas, marcou sua entrada no cenário literário e foi aclamado pela crítica. Em 2009, ela lançou seu primeiro romance, "Sinuca embaixo d'água", que alcançou o posto de finalista em importantes premiações, como o Prêmio Jabuti de Romance e o Prêmio São Paulo de Literatura, e também foi agraciado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária. Em 2012, Carol Bensimon teve seu talento reconhecido internacionalmente ao ser selecionada pela renomada revista britânica Granta como uma dos "20 Melhores Jovens Escritores Brasileiros", solidificando sua posição na literatura contemporânea. Seus romances subsequentes, "Todos nós adorávamos caubóis" (2013) e "O Clube dos Jardineiros de Fumaça" (2017), continuaram a explorar temas como a busca por identidade, narrativas de viagem e as complexidades da vida contemporânea, muitas vezes ambientados em paisagens e experiências fora do Brasil. "O Clube dos Jardineiros de Fumaça" foi um marco em sua carreira, conquistando o Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2018. Sua obra mais recente, "Diorama" (2022), mergulha na ficcionalização de um crime histórico ocorrido em Porto Alegre. Bensimon é elogiada por sua prosa instigante e por abordar dilemas morais e afetivos com profundidade. Sua obra tem alcançado projeção internacional, com livros traduzidos para inglês, francês, italiano, espanhol e alemão.

“O romance acompanha a jornada de Arthur, um jovem professor brasileiro que busca um recomeço no Triângulo da Esmeralda, na Califórnia, uma região conhecida pela produção de maconha. Ele se integra à comunidade local, e sua história se entrelaça com a de personagens reais envolvidos na luta pela descriminalização da maconha, oferecendo um retrato da geração hippie e seu legado.”

“Primeiro romance da autora, foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio São Paulo de Literatura, além de receber a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária.”