
Luís Carlos Verzoni Nejar nasceu em Porto Alegre em 11 de janeiro de 1939. Formado em Direito pela PUC-RS, construiu uma carreira sólida como Procurador de Justiça e Desembargador no Rio Grande do Sul, conciliando a vida jurídica com uma das mais produtivas trajetórias literárias do Brasil contemporâneo. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1988, ocupa a cadeira nº 4 e é reconhecido por sua voz épica e lírica que funde a paisagem sulina com temas universais. Sua obra é vasta, abrangendo mais de setenta livros que transitam entre a poesia, o romance (ao qual ele denomina 'transficção'), o ensaio e a literatura infantojuvenil. Nejar é pai do também escritor Fabrício Carpinejar. Ao longo de sua carreira, recebeu as mais altas honrarias das letras nacionais e internacionais, sendo indicado por duas vezes ao Prêmio Nobel de Literatura pela ABL. Sua escrita é marcada por um vocabulário rico, uso expressivo de aliterações e uma busca constante pela 'metafísica do pampa'.
A carreira literária de Carlos Nejar teve início em 1960 com o livro 'Sélesis'. Sua produção é frequentemente associada à 'Geração de 60', destacando-se pela grandiosidade épica em obras como 'O Campeador e o Vento' e 'Canga'. Em sua trajetória, Nejar evoluiu para um estilo que ele denomina 'transficção', onde as fronteiras entre gêneros literários se dissolvem para dar lugar a uma narrativa poética profunda. Como crítico, publicou uma monumental 'História da Literatura Brasileira', e como tradutor, trouxe para o português obras capitais de autores como Pablo Neruda e Jorge Luis Borges.

“Considerada sua obra-prima o livro narra a formação de uma nação imaginária fundada em valores humanistas e na força telúrica do Sul.”

“Um romance que desafia as classificações tradicionais, utilizando a prosa poética para investigar as raízes e os mitos do povo brasileiro.”