
Nascido em Trombudo Central, Santa Catarina, em 9 de junho de 1978, Carlos Henrique Schroeder é um nome proeminente na literatura contemporânea brasileira. Filho do contabilista Renato Schroeder e da professora Maria do Carmo Schroeder, e irmão mais velho de Juliana, Renato Júnior e Eduardo Schroeder, Carlos encontrou na biblioteca de seus avós paternos o caminho para a escrita. Ele estreou na literatura em 1998 com a novela "O publicitário do diabo" e desde então publicou quase uma dezena de livros, explorando os gêneros de romance, conto e dramaturgia. Além de sua carreira como escritor, Schroeder é um ativista literário, sendo editor da Design Editora e Editora da Casa, fundador do Festival Nacional do Conto e curador de diversos eventos literários. Sua obra é caracterizada por uma profunda investigação do mundo e das idiossincrasias humanas, dialogando frequentemente com suas extensas leituras. Em 2008, casou-se com a estilista Deborah Barros e é pai de Henrique Barros Schroeder, nascido em 2010.
A trajetória literária de Carlos Henrique Schroeder começou oficialmente em 1998 com a novela "O publicitário do diabo". Ao longo dos anos, ele consolidou-se como um escritor versátil, transitando entre contos, romances e peças teatrais. Seu trabalho é marcado por uma linguagem afiada e irônica, construindo personagens inusitados e explorando temas como as relações humanas, a crítica social e a metalinguagem. Sua coletânea de contos "As certezas e as palavras" (2010) foi um marco, rendendo-lhe o prestigiado Prêmio Clarice Lispector. Posteriormente, romances como "As fantasias eletivas" (2014) e "História da chuva" (2015) confirmaram sua habilidade em mesclar elementos reais e ficcionais, often com um toque de autoficção. A adaptação de suas obras para outras mídias, como "Ensaio do Vazio" para quadrinhos e "As Fantasias Eletivas" para o cinema, demonstra o alcance e a relevância de sua produção. Schroeder também se destaca por sua atuação no cenário literário, coordenando festivais e revistas, e sua escrita é profundamente 'refém' de suas leituras, sempre buscando dialogar com elas.

“Um romance que é uma homenagem à literatura argentina, recomendado para vestibulares de Santa Catarina. O livro se passa em Balneário Camboriú e narra a amizade entre o personagem Renê, um recepcionista de hotel, e a travesti Copi. Foi adaptado para o cinema, demonstrando sua relevância e impacto no cenário cultural.”

“Este romance explora o fracasso na vida artística, entrelaçando as histórias do escritor Carlos Henrique Schroeder (o narrador) com a psicótica Melissa, e a de Arthur e Lauro, artistas de teatro de bonecos. A narrativa se inicia com as enchentes de 2008 em Santa Catarina, explorando temas como perda, envelhecer e a arte. Contemplado pela Bolsa Petrobras Cultural, o livro utiliza autoficção para embaralhar o real e o ficcional, com uma escrita sofisticada.”