
Carlos Alberto Libânio Christo, mundialmente conhecido como Frei Betto, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 25 de agosto de 1944. Filho do jornalista Antônio Carlos Vieira Christo e da escritora e culinarista Maria Stella Libanio Christo, ele demonstrou interesse pela literatura desde a infância. Aos 20 anos, enquanto cursava jornalismo, ingressou na Ordem Dominicana. Durante a ditadura militar brasileira, Frei Betto foi preso duas vezes: por 15 dias em 1964 e por quatro anos, entre 1969 e 1973, devido ao seu apoio à Ação Libertadora Nacional (ALN) e a Carlos Marighella. Sua experiência no cárcere foi retratada em obras marcantes como 'Batismo de Sangue' e 'Cartas da Prisão'. Após sua soltura, dedicou-se ao movimento pastoral e à escrita, atuando ativamente na defesa dos direitos humanos e na articulação de movimentos sociais. Entre 2003 e 2004, foi assessor especial da Presidência da República e coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero. Frei Betto é um defensor fervoroso da Teologia da Libertação, que integra os ensinamentos cristãos com a luta pela justiça social. Sua trajetória inclui a assessoria a diversos governos socialistas e a mediação entre Igreja e Estado. É autor de dezenas de obras traduzidas para vários idiomas, abrangendo diversos gêneros literários, o que o consolidou como um dos intelectuais brasileiros mais reconhecidos nacional e internacionalmente.
A trajetória de Frei Betto é marcada por um profundo engajamento social e político, alinhado à Teologia da Libertação. Iniciou sua militância na Juventude Estudantil Católica e, ao entrar para a Ordem Dominicana, intensificou sua participação em causas populares. Durante os anos de chumbo da ditadura militar, sua oposição ao regime o levou à prisão, onde forjou parte de sua escrita mais visceral. Como escritor, seu estilo mescla a reflexão teológica, a análise social e a narrativa envolvente. Aborda temas como fé, política, justiça social, direitos humanos e espiritualidade, frequentemente utilizando a ficção e o ensaio para provocar o pensamento crítico. Sua obra 'Fidel e a Religião' é um exemplo notável de seu trabalho de diálogo e análise das relações entre fé e ideologias políticas. Além de sua prolífica produção literária, Frei Betto tem sido um ativo educador popular e assessor de movimentos sociais, defendendo a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“Considerada uma obra-prima de Frei Betto, este livro de memórias reconta os eventos e bastidores da resistência à ditadura militar no Brasil, focando na atuação dos frades dominicanos, na morte de Carlos Marighella e nas torturas sofridas por Frei Tito. Ganhador do Prêmio Jabuti, é um testemunho crucial da história recente do país.”

“Marcando a estreia de Frei Betto na literatura policial, este romance se desenrola em um hotel na Lapa, Rio de Janeiro, onde crimes brutais ocorrem. A narrativa complexa tece suspense, romance e crítica social, abordando temas como a violência urbana, as drogas e a marginalização social.”