
Carla Guerson nasceu no ano de 1982 em Vitória, capital do Espírito Santo. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), exercendo a profissão jurídica em paralelo às atividades ligadas à literatura. Atua como mediadora em clubes de leitura e ministra oficinas e cursos voltados à escrita criativa. Em sua atuação em prol da literatura escrita por mulheres, fundou e atua como coordenadora do Coletivo Escreviventes, um grupo que agrega mais de 600 autoras de diferentes regiões do Brasil. Na área de comunicação literária e audiovisual, Guerson idealizou e apresenta o podcast 'Você, Personagem', voltado a entrevistas com autores, e conduz o programa de rádio 'Marca Texto', veiculado pela emissora Rádio ES FM.
A produção literária da autora abrange os gêneros conto, poesia e romance. Sua obra caracteriza-se pela análise das diferentes esferas da realidade feminina, retratando dinâmicas familiares, processos de maternidade e amadurecimento. Nas narrativas que produz, emprega uma estrutura textual que evita a romantização de fatos cotidianos, centrando-se no impacto das violências estruturais, na sobrecarga feminina, no sentimento de solidão e nos relacionamentos abusivos. Seus textos de estreia foram publicados de forma independente em revistas e meios digitais, consolidando-se em 2021 através do lançamento de seu primeiro livro comercial de contos, formato no qual aborda episódios de rompimento e conflito interpessoal. Na incursão pelo romance e pela poesia poética, aprofunda discussões de classe, origens familiares e a formação da identidade na juventude, retratando personagens femininas inseridas em cenários de desigualdade e silêncios geracionais.

“O romance acompanha o desenvolvimento de Catarina, uma jovem residente de um conjunto habitacional. Enfrentando o silêncio e as ausências durante a infância, ela inicia uma jornada para compreender as motivações e o passado não revelado de sua família.”

“Coletânea de 28 contos que abordam as mazelas e violências sociais invisíveis presentes no cotidiano feminino.”