
Caetano Waldrigues Galindo nasceu em Curitiba, Paraná, em 5 de outubro de 1973. É graduado em Letras (Francês) e mestre pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde é professor de história da língua portuguesa desde 1998. Obteve seu doutorado em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP) com a tese "Abre aspas: a representação da palavra do outro no Ulysses de James Joyce e seu possível convívio com a palavra de Bakhtin". Além de sua carreira acadêmica e como escritor, Galindo é um dos mais conceituados tradutores do país, tendo vertido mais de sessenta livros de diversos idiomas, incluindo inglês, italiano, dinamarquês e romeno, de autores como Thomas Pynchon, David Foster Wallace, Charles Darwin, J. D. Salinger e James Joyce.
A trajetória de Caetano Galindo é marcada por sua profunda dedicação à literatura e à linguística. Como tradutor, ele ganhou reconhecimento por seu trabalho em obras desafiadoras, notadamente "Ulysses" de James Joyce, que lhe rendeu importantes prêmios literários. Sua escrita autoral abrange ensaios, como "Sim, eu digo sim: Uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce", livros de contos como "Ensaio sobre o entendimento humano" e "Sobre os canibais", e romances como "Lia: cem vistas do monte Fuji" e "Latim em pó". Ele também explorou a dramaturgia, com "Ana Lívia e outras mulheres", e a poesia, com "As cidades". Galindo é conhecido por seu estilo professoral e pela capacidade de tornar obras complexas acessíveis ao público, interessado em conversar com mais gente e popularizar conhecimentos acadêmicos fora da universidade.

“Coletânea de histórias curtas que marcou a estreia de Caetano Galindo na ficção e venceu o Prêmio Paraná de Literatura na categoria Contos. O livro se destaca por uma linguagem concisa e ousada, explorando a flexibilidade da oralidade na prosa literária e apresentando contos intrigantes que desafiam o leitor a desvendar suas múltiplas camadas de sentido.”

“Este é o primeiro romance de Caetano W. Galindo, uma obra que costura fragmentos de uma existência numa prosa inovadora, revelando com maestria a matéria de que é feita uma vida. O livro pode ser lido em qualquer ordem, apresentando a personagem Lia através de momentos singulares e desconectados, como um álbum de retratos que o leitor constrói para entender a complexidade do existir.”