
Nascido em 5 de julho de 1989 em Pouso Alegre, Minas Gerais, Bruno Ribeiro é um escritor, tradutor e roteirista brasileiro. Desde cedo, demonstrou interesse pelo mundo das artes e começou a escrever aos 16 anos, inicialmente com quadrinhos, mas logo migrando para a escrita. Sua família se mudou para São José dos Campos, em São Paulo, e depois para Campina Grande, na Paraíba, onde Bruno atualmente reside e se sente enraizado. Consumidor assíduo de quadrinhos e livros na infância, ele enfrentou o racismo em colégios particulares, sendo essa uma experiência que moldou sua visão de mundo e serviu de gatilho para sua produção literária. Bruno Ribeiro possui formação em Publicidade e Propaganda pelo Centro de Educação Superior Reinaldo Ramos e é Mestre em Escrita Criativa pela Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), em Buenos Aires, Argentina. Sua carreira é marcada por uma produção literária prolífica e premiada, com obras publicadas em diversos formatos, incluindo contos e romances. Além de escritor, atua como tradutor, professor de escrita criativa e preparador de texto, evidenciando seu profundo envolvimento com o universo literário. Ao longo de sua trajetória, Bruno Ribeiro tem sido reconhecido com importantes distinções, como o Prêmio Brasil em Prosa em 2015, o 1º Prêmio Machado DarkSide Books em 2020 pelo romance 'Porco de Raça' e o 1º Prêmio Todavia de Não Ficção no mesmo ano. Foi também finalista do Prêmio Jabuti em 2022, do Prêmio Kindle de Literatura e do Prêmio Sesc de Literatura 2016, além de receber Menção Honrosa no Prêmio Mix Literário. Suas obras frequentemente mergulham em narrativas distópicas, viscerais e repletas de horror, utilizando a ficção como ferramenta para a crítica social.
A trajetória literária de Bruno Ribeiro é caracterizada pela exploração de gêneros como o terror e a fantasia, frequentemente imbuídos de uma forte crítica social. Sua escrita é descrita como fluida, ácida, envolvente e visceral, com uma predileção por temas sombrios, distópicos e ultraviolentos. Ele é mestre na fusão e distorção de gêneros, combinando elementos da ficção pulp com revisionismo histórico para orquestrar enredos que, além de entreter, provocam reflexão sobre as desigualdades sociais e os medos do mundo contemporâneo. Desde seu livro de contos de estreia, 'Arranhando Paredes' (2014), que já apresentava indícios de seu estilo incisivo, até romances como 'Porco de Raça' (2021), Bruno Ribeiro demonstra uma constante busca por narrativas que atuam como 'corpos estranhos', misturando vozes e elementos que à primeira vista podem parecer desconexos, mas que se unem para formar um mosaico de crítica e estranheza. Sua obra 'Febre de Enxofre', por exemplo, é um jogo de espelhos entre alucinação e realidade, enquanto 'Como Usar um Pesadelo' aborda o nonsense dos sonhos para expor as violências e preconceitos da sociedade. A não ficção também se faz presente, como em 'Era apenas um presente para o meu irmão: a Barbárie de Queimadas', onde ele mergulha em um feminicídio para dissecar as cicatrizes de uma realidade impiedosa.

“Vencedor do 1º Prêmio Machado DarkSide Books, este romance distópico é uma obra sombria, visceral e potente. A narrativa acompanha um professor negro e falido que se vê preso a uma cadeia de acontecimentos inescapáveis, levando-o a uma jornada de degradação física. O autor habilmente funde e distorce gêneros, do pulp fiction ao revisionismo histórico, criando um enredo que equilibra entretenimento com uma severa crítica social.”

“A história de uma família que busca emancipação social na Paraíba, mas é consumida por uma entidade maléfica e pela violência sistêmica.”