
Bianca Maria Santana de Brito, mais conhecida como Bianca Santana, nasceu em São Paulo, em 23 de abril de 1984. Ela cresceu na Zona Norte de São Paulo, nos bairros de Vila Medeiros e Parque Edu Chaves. Sua formação acadêmica inclui um bacharelado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, um mestrado em Educação e um doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (USP). Ao longo de sua carreira, Bianca Santana atuou como estagiária e assistente editorial na Editora Ática, foi docente no Colégio Visconde de Porto Seguro e lecionou na Faculdade Cásper Líbero, além de ser professora visitante na FAAP. Atualmente, ela dirige a Casa Sueli Carneiro, uma organização da sociedade civil que transforma a antiga residência da filósofa Sueli Carneiro em um centro de formação e memória do movimento negro. Ela também é cofundadora da Casa de Lua Organização Feminista e da Casa da Cultura Digital, onde coordenou projetos de recursos educacionais abertos. Sua atuação vai além da escrita e da academia, engajando-se ativamente no movimento feminista negro e na articulação de iniciativas como a Coalizão Negra Por Direitos. É reconhecida como uma voz importante no combate antirracista e por sua contribuição para a pluralidade de perspectivas na literatura e no jornalismo brasileiros.
A trajetória de Bianca Santana é profundamente marcada pela intersecção entre jornalismo, literatura e ativismo, com um foco contínuo nas questões raciais e de gênero no Brasil. Ela utiliza sua escrita para explorar e dar voz às experiências negras, desafiando o racismo estrutural e promovendo a visibilidade de narrativas silenciadas. Sua obra reflete uma análise perspicaz sobre a identidade negra e o feminismo, contribuindo significativamente para o debate contemporâneo sobre esses temas. Além de sua produção autoral, Bianca atua como organizadora de importantes coletâneas que reúnem vozes de mulheres negras e pesquisadores. Sua colaboração como colunista para veículos como a Folha de S.Paulo, a revista Cult e outros sites demonstra seu compromisso em levar essas discussões para um público mais amplo. Sua participação em eventos literários nacionais e internacionais, bem como sua atuação como curadora de festivais, reforça seu papel como uma figura influente no cenário cultural e intelectual brasileiro. A combinação de pesquisa acadêmica rigorosa, produção literária engajada e militância ativa define sua trajetória, posicionando-a como uma das escritoras e pensadoras mais relevantes da atualidade no Brasil.

“Obra publicada em 2015 e reeditada pela Fósforo em 2023, onde a escritora parte de uma reflexão pessoal ("tenho 30 anos, mas sou negra há 10. Antes, era morena") para analisar as particularidades do racismo no Brasil, essencialmente velado e, por isso mesmo, tão cruel quanto sorrateiro.”

“Primeiro romance de ficção da autora, que narra a história de sua avó, uma mulher negra migrante, explorando memórias e desigualdades históricas.”