
Nascido na capital paulista em 1960, Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho estudou no Colégio Equipe durante os anos 1970. Em 1978, iniciou a graduação no curso de Letras da Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu os estudos. O marco inicial de sua trajetória na indústria musical ocorreu em 1982, quando fundou a banda de rock Titãs. Permaneceu no grupo atuando como vocalista e compositor até 1992. Em 1993, estreou em sua carreira solo musical. Nos anos seguintes, desenvolveu projetos colaborativos diversos, destacando-se a fundação do grupo Tribalistas em 2002, juntamente com Marisa Monte e Carlinhos Brown. Ao longo das décadas, tem mantido atividade contínua simultaneamente na literatura, nas artes visuais e na música.
Sua obra literária possui forte influência do movimento concretista brasileiro, dialogando de maneira direta com os trabalhos de Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari. A poética do autor é estruturada no conceito verbivocovisual, no qual há uma interdependência entre a semântica da palavra, sua sonoridade e sua representação gráfica no espaço da página. Utiliza com frequência a tipografia orgânica, a caligrafia, jogos de palavras, desconstrução sintática e paralelismos literários. Transita entre o haicai, o verso livre, a prosa poética e a produção intermídia, transpondo seus poemas do suporte impresso para instalações físicas, áudio e vídeo.

“Livro em que o autor investiga o universo dos elementos comuns e sua tradução verbal por meio da lógica infantil e filosófica. O título recebeu o Prêmio Jabuti e apresenta poemas próximos ao limite do microconto e da prosa poética, ilustrados por desenhos infantis.”

“Nesta obra, o poeta concentra-se em temáticas como o tempo, o luto, a velhice e o humor existencial. O trabalho intercala registros caligráficos, poesias imagéticas e versos estruturados de forma tradicional. Recebeu o Prêmio Jabuti.”