
Antônio Xerxenesky nasceu em Porto Alegre em 1984. Iniciou sua trajetória acadêmica na Física, mas migrou para as Letras, graduando-se pela UFRGS. É mestre em Literatura Comparada pela mesma instituição e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, com uma tese focada na obra de Roberto Bolaño. Além de sua produção ficcional, é um prolífico tradutor do inglês e espanhol, tendo vertido para o português obras de autores como George Orwell, Mario Levrero e Fernanda Melchor. Sua carreira é marcada pela versatilidade de gêneros, transitando entre o faroeste, o horror, o thriller e o romance histórico. Atuou como editor na editora gaúcha Não Editora, que ajudou a fundar, e posteriormente coordenou o selo DBA Literatura. Em 2023, assumiu o cargo de editor na Companhia das Letras, sendo responsável pelo selo Penguin Companhia. Participou de prestigiadas residências literárias internacionais, como o International Writing Program em Iowa (EUA) e a Fondation Jan Michalski (Suíça).
Xerxenesky despontou na literatura brasileira contemporânea ao misturar referências da cultura pop e gêneros 'de massa' com uma densa bagagem teórica e filosófica. Sua estreia no romance com 'Areia nos Dentes' (2008) chamou a atenção por inserir zumbis em um cenário de faroeste. Ao longo dos anos, seu estilo evoluiu para narrativas mais introspectivas e metaficcionais, como em 'F' (2014), que homenageia Orson Welles, e 'Uma Tristeza Infinita' (2021), obra de tom existencialista que lhe rendeu o Prêmio São Paulo de Literatura. É considerado um dos nomes centrais da geração que renovou a prosa brasileira na década de 2010.

“Vencedor do Prêmio São Paulo. No final da década de 40, um psiquiatra francês tenta tratar a melancolia profunda de sua esposa enquanto lida com as cicatrizes da Segunda Guerra. Um romance delicado sobre cura e memória.”

“A história de uma jovem que ganha a vida matando pessoas por encomenda, mas cujo verdadeiro interesse é o cinema, especificamente a figura de Orson Welles. Uma trama ágil sobre ficção e realidade.”