
Nascido em 1965, em Maringá, Paraná, Antonio Cestaro é uma figura atuante no cenário literário brasileiro tanto como escritor quanto como editor. Ele é o fundador do selo Tordesilhas, dedicado à literatura, o que demonstra seu profundo envolvimento com o universo dos livros. Sua trajetória como autor começou com a publicação de crônicas, e ele rapidamente ganhou reconhecimento por seu estilo e pela qualidade de suas obras. Em 2012, Cestaro estreou como escritor com o livro de crônicas "Uma porta para um quarto escuro", obra que lhe rendeu o prestigiado Prêmio Jabuti na categoria de Projeto Gráfico. O sucesso continuou em 2013, com o lançamento de seu segundo livro de crônicas, "As artimanhas do Napoleão e outras batalhas cotidianas". Sua incursão no gênero romance ocorreu em 2016, com a publicação de "Arco de virar réu", que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2017. Através de suas obras, Cestaro explora a condição humana e o cotidiano com uma linguagem acessível e instigante. Sua contribuição para a literatura brasileira abrange tanto a criação de textos marcantes quanto o fomento de novos talentos através de sua editora, consolidando-o como um nome relevante no panorama literário nacional.
A carreira literária de Antonio Cestaro se iniciou de forma notável em 2012, após anos de atuação como editor e fundador do selo Tordesilhas. Sua estreia com o livro de crônicas "Uma porta para um quarto escuro" não só o apresentou ao público leitor, mas também lhe rendeu o Prêmio Jabuti na categoria de Projeto Gráfico, evidenciando sua preocupação com a totalidade da obra, desde o conteúdo até a apresentação visual. Em 2013, solidificou sua escrita de crônicas com "As artimanhas do Napoleão e outras batalhas cotidianas", onde utiliza a vida de um porquinho-da-índia como mote para reflexões sobre a existência humana. A transição para o romance se deu em 2016 com "Arco de virar réu", uma narrativa labiríntica em primeira pessoa que explora a deterioração mental de um historiador. Esta obra foi reconhecida como finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2017, consolidando Cestaro como um escritor versátil e de profundo impacto. Seu estilo é marcado pela reflexão sobre o cotidiano e a condição humana, com uma linguagem que muitas vezes se aproxima de uma conversa descontraída, mas que não se furta a abordar temas complexos e profundos.

“Este livro de crônicas, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Projeto Gráfico, apresenta trinta textos breves que abordam reflexões sobre o cotidiano e a condição humana. O autor introduz sutilmente elementos de sua própria vida, mesclando a persona literária com a figura do escritor, e discute o fazer artístico como uma chave para o 'quarto escuro da alma'.”

“O primeiro romance de Cestaro é uma narrativa em primeira pessoa que mergulha na deterioração física e mental de seu protagonista. Um historiador social com grande interesse em antropologia e nos rituais tupinambás, ele enfrenta o surgimento dos sintomas de esquizofrenia em seu irmão, o que o leva a uma jornada de inspirações indígenas, ocultação de cadáveres e, por fim, a dolorosa percepção da própria loucura, misturando delírios, memórias e pesadelos.”