
Antônio Carlos Secchin nasceu em 10 de junho de 1952, na cidade do Rio de Janeiro. Durante parte da infância residiu em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, retornando à capital fluminense em 1959. Ingressou na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição pela qual obteve o título de doutor em Letras no ano de 1982. Desenvolveu sua carreira acadêmica como professor de Literatura Brasileira e, em 1993, foi aprovado em concurso público para a vaga de professor titular da UFRJ. Atuou como docente convidado e pesquisador em universidades do exterior, incluindo Bordeaux, Roma, Rennes, Mérida e Paris III-Sorbonne Nouvelle. Em 3 de junho de 2004, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Marcos Almir Madeira na cadeira de número 19. Recebeu o título de professor emérito da UFRJ em 2013. Desempenhou também a função de editor da revista 'Poesia sempre', da Fundação Biblioteca Nacional, entre os anos de 1996 e 1999.
A obra de Antônio Carlos Secchin abrange a poesia e a teoria da literatura. No gênero poético, estreou em 1971 com o volume 'A ilha', seguido por livros caracterizados pela concisão estrutural e pela investigação rigorosa das palavras e do espaço métrico. Esse percurso produtivo foi consolidado com a publicação de 'Todos os ventos' (2002), volume que compila sua poética e recebeu diversas distinções em 2003. No campo da crítica e do ensaio literário, debruçou-se sobre a poética contemporânea e os autores de língua portuguesa, sendo seu estudo mais analítico o livro 'João Cabral: a poesia do menos', dedicado ao método de composição de João Cabral de Melo Neto. Como bibliófilo e organizador, trabalhou na recuperação e edição crítica de obras de outros autores, estabelecendo o texto de antologias e edições comemorativas, como a poesia completa de Cecília Meireles. Em 2018, iniciou suas publicações na literatura infantojuvenil com o título 'O galo gago'. Retornou aos lançamentos poéticos em 2026 com o livro 'Desmentir'.