
Nascido em São Paulo, em 30 de junho de 1960, Antonio Carlos Liberalli Bellotto, ou Tony Bellotto, demonstrou desde cedo uma paixão tanto pela música quanto pela literatura. Influenciado por figuras como Jimi Hendrix, ele se dedicou à guitarra e à composição, tornando-se um dos membros fundadores e guitarrista da icônica banda de rock Titãs na década de 1980. Paralelamente à sua bem-sucedida carreira musical, Bellotto cultivou um profundo interesse pela escrita, explorando autores como Rubem Fonseca, Jorge Amado e Ernest Hemingway. Sua estreia na literatura ocorreu em 1995 com o romance policial "Bellini e a Esfinge", que marcou o início de uma aclamada série. Além de sua atuação como músico e escritor, Tony Bellotto também foi apresentador do programa "Afinando a Língua" no Canal Futura de 1999 a 2016 e manteve a coluna "Cenas Urbanas" na revista Veja entre 2008 e 2011.
A trajetória literária de Tony Bellotto é marcada pela exploração do gênero policial, notadamente através do detetive Remo Bellini, um personagem cético, mal-humorado e fã de blues, que se tornou um dos mais icônicos da literatura policial brasileira. Seu estilo mescla referências da cultura pop com uma narrativa direta e seca, inspirada em Ernest Hemingway e Raymond Chandler. Além da série Bellini, que inclui "Bellini e o Demônio", "Bellini e os Espíritos" e "Bellini e o Labirinto", Bellotto expandiu seu universo narrativo com romances que abordam a violência urbana, relações humanas complexas e reflexões autobiográficas. O autor demonstrou versatilidade ao explorar outros gêneros, como o livro de memórias "O Livro do Guitarrista" e o romance "Dom", baseado em fatos reais sobre um assaltante no Rio de Janeiro, que inclusive inspirou uma série televisiva. Seu trabalho mais recente, "Vento em Setembro", que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Romance Literário em 2025, combina mistério com elementos autobiográficos de sua juventude no interior de São Paulo.

“Em sua estreia literária, Tony Bellotto apresenta o detetive particular Remo Bellini, um homem atormentado e fã de blues, que é contratado para investigar o desaparecimento de Ana Cíntia Lopes, uma jovem prostituta. À medida que Bellini mergulha no submundo de São Paulo, ele se depara com uma rede de intrigas, paixões perigosas e segredos sombrios, desvendando os mistérios por trás do sumiço da garota em um thriller policial que explora a alma da metrópole e de seus habitantes.”

“Este romance, vencedor do Prêmio Jabuti de Romance Literário em 2025, tece uma trama complexa que se desenrola em dois tempos distintos. Na década de 1970, em Assis, interior de São Paulo, o desaparecimento misterioso de um jovem durante uma festa em uma fazenda de um magnata rural desencadeia uma atmosfera de segredos familiares e repressão da ditadura. Paralelamente, nos dias atuais, em Ouro Preto, Minas Gerais, uma série de pichações em prédios históricos leva um jornalista e escritor a uma investigação que conecta os crimes atuais a eventos do passado, misturando elementos de thriller policial com uma narrativa de formação e referências autobiográficas do autor.”