
Andréa Maciel Pachá nasceu em 4 de janeiro de 1964, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Graduou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) no ano de 1985 e ingressou na magistratura em 1994. Trabalhou durante duas décadas como juíza titular de uma Vara de Família antes de se transferir para a Vara de Sucessões. Entre 2009 e 2011, foi membra do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde participou da criação do Cadastro Nacional de Adoção e atuou na implantação de Varas de Violência contra a Mulher em âmbito nacional, além de desenvolver campanhas para a simplificação da linguagem no sistema judiciário. Assumiu o cargo de ouvidora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) em 2013 e, em 30 de agosto de 2021, foi promovida a desembargadora da mesma instituição. Em junho de 2024, assumiu a função de Secretária-Geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A produção literária da autora é fundamentada na observação sociológica dos casos que presidiu durante sua carreira no Poder Judiciário. A escrita caracteriza-se pelo formato de crônicas, em que relatos baseados em fatos reais sobre conflitos humanos, divórcios, disputas por guarda e alienação parental são transpostos para a ficção. Seu estilo evita a utilização do jargão técnico do direito, buscando aproximar o leitor dos bastidores judiciais por meio de uma linguagem acessível e direta. Seus primeiros livros focam nas dinâmicas de separação e recomposição familiar, narrativas que, inclusive, inspiraram adaptações audiovisuais na televisão brasileira. Em publicações posteriores, a autora expandiu sua temática para as esferas do envelhecimento, dos impactos da longevidade, das curatelas e da autonomia dos idosos na sociedade moderna, além de explorar debates interdisciplinares sobre lutas sociais, racismo e pautas feministas.

“Coletânea de crônicas inspirada nos casos que a autora vivenciou em varas de família, narrando histórias reais de separações, quebras de laços afetivos e disputas judiciais.”

“Obra que dá prosseguimento aos relatos das audiências em processos de família, explorando as dores, contradições e reconciliações entre os envolvidos.”