
André Viana nasceu no Rio de Janeiro em 1974, mas viveu sua infância e juventude em Aracaju, Sergipe. É filho do renomado contista sergipano Antônio Carlos Viana, influência central em sua formação literária. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), André construiu uma carreira sólida na imprensa brasileira, atuando em veículos de prestígio como as revistas Playboy, Veja e Trip, além de trabalhar no suplemento cultural do jornal Gazeta Mercantil. Paralelamente, especializou-se em tradução de francês pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2011, Viana fundou a editora Livros de Família (inicialmente chamada Jerimum Biográfico), especializada em transformar memórias pessoais e familiares em narrativas literárias de alta qualidade. Seu debut na ficção ocorreu em 2014 com o romance 'O Doente', publicado pela prestigiada editora Cosac Naify. A obra foi amplamente aclamada pela crítica por sua estrutura inovadora e profundidade psicológica, o que lhe rendeu a indicação como finalista em um dos maiores prêmios literários do país.
A carreira de André Viana é caracterizada por uma intersecção rigorosa entre as técnicas do jornalismo e a sensibilidade da prosa ficcional. Como tradutor, verteu para o português obras de autores como Hervé Jaouen e Júlio Verne. Em sua produção autoral, destaca-se pelo uso da 'literatura jornalística', na qual ferramentas de reportagem — como a entrevista e a transcrição — são subvertidas para servir à invenção literária. Este estilo é evidente em seu romance de estreia, que explora a oralidade e o luto por meio de depoimentos fictícios gravados pelo protagonista.

“Nesta narrativa inovadora, um homem decide registrar a história de sua vida para um 'ouvinte mudo' em uma série de áudios gravados após a morte de seu pai. O livro utiliza o formato de transcrição para construir um relato pungente e muitas vezes irônico sobre a fragilidade humana, traumas infantis e a busca por identidade através da fala.”

“Carlos, um professor de literatura aposentado, encara a finitude e a fragilidade do corpo em um diário que oscila entre o cômico e o devastador.”