
André Timm nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Desde 2004, reside em Santa Catarina. Sua trajetória literária é marcada por uma prosa ousada e envolvente, que frequentemente explora temas contemporâneos e sociais. Timm tem se destacado na cena literária brasileira com obras que conquistaram tanto a crítica quanto os leitores, sendo elogiado por autores como Itamar Vieira Junior, Joca Reiners Terron, Santiago Nazarian e Paulo Scott. Sua obra é caracterizada por um ritmo narrativo dinâmico e de incrível fluidez, com uma linguagem clara e afiada. Timm possui a habilidade de dar voz a personagens que vivem à margem da sociedade, abordando temas duros e inquietantes, muitas vezes relacionados à violência, deslocamento e às complexidades da existência humana em um mundo moderno. Ele acredita que a literatura é um exercício de alteridade, essencial para se colocar no lugar do outro e dar voz a diversas experiências. Além de sua produção literária, André Timm é um autor que reflete sobre o papel da ficção na sociedade. Ele defende que a escrita é um ato político, especialmente em tempos de "barbárie, retrocesso e obscurantismo", vendo cada livro como uma oportunidade de lançar uma mensagem na esperança de encontrar alguém. Para Timm, escrever ficção é criar possibilidades para que as pessoas "tenham a oportunidade de serem outras", buscando revestir os mistérios que nos assombram.
A trajetória literária de André Timm demonstra um compromisso com a ficção contemporânea brasileira, explorando gêneros como contos e romances com uma abordagem que se aprofunda nas complexidades humanas e sociais. Sua carreira ganhou projeção com o lançamento de "Insônia" (2011), uma coletânea de contos que estabeleceu seu estilo e interconexão narrativa. O reconhecimento se ampliou com "Modos Inacabados de Morrer" (2017), um romance de formação que foi finalista de um dos mais prestigiados prêmios do país. Com "Morte Sul Peste Oeste" (2020), Timm solidificou sua posição, conquistando um importante prêmio e abordando temas de migração e identidade de gênero em uma narrativa comovente. Seu mais recente trabalho, "Objeto Cintilante: História Sulfúrea" (2024), reafirma sua relevância ao criticar a era digital e suas consequências nas relações humanas, utilizando uma linguagem ousada que mescla ficção científica, filosofia e humor ácido. Sua obra, elogiada por pares, é notável pela sensibilidade e precisão com que retrata a fragilidade e resiliência de personagens marginalizados, sempre buscando oferecer ao leitor um espaço para reflexão e a experiência de se "ser outro".

“Vencedor do Prêmio Minuano de Literatura, este romance comovente narra as vidas de Dominique, um imigrante haitiano em busca de trabalho no Brasil, e Brigite, uma menina transexual de treze anos. A obra explora temas de violência, afeto, preconceito e o desconforto de não pertencer a um lugar, língua ou corpo, ambientado no brutal universo dos frigoríficos do Oeste Catarinense.”

“Um romance que oferece um retrato crítico e perturbador da era digital, explorando o impacto das redes sociais, a autoexposição, o vício e a presença de predadores na internet. A trama centraliza-se em uma família – Dante, Alice e Antônia – cujos personagens refletem o entrelaçamento íntimo com a tecnologia que nos escraviza. A narrativa, com linguagem ousada e fragmentada, mistura ficção científica, filosofia e humor ácido.”