
André Luiz Ponce Leones, conhecido como André de Leones, nasceu em Goiânia, Goiás, em 1980. Criado em Silvânia, no interior de Goiás, ele reside atualmente em São Paulo. É bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Sua estreia literária ocorreu em 2006 com o romance "Hoje está um dia morto", obra vencedora do Prêmio Sesc de Literatura. Desde então, Leones construiu uma sólida carreira, publicando diversos romances e uma coletânea de contos. Sua escrita é caracterizada pela exploração de variados gêneros e por uma profunda conexão com as paisagens, a cultura e os dilemas sociais de sua terra natal, Goiás. Além de ficcionista, André de Leones é resenhista e colaborador de importantes veículos da imprensa brasileira, como o jornal O Estado de S. Paulo, O Globo e o Jornal do Brasil, onde aborda temas literários e culturais.
A trajetória literária de André de Leones iniciou-se com o reconhecimento de seu romance de estreia, "Hoje está um dia morto", que lhe rendeu o Prêmio Sesc de Literatura em 2006. Sua obra é marcada pela versatilidade, transitando por narrativas pós-apocalípticas, como "Dentes Negros", dramas existenciais e romances policiais, a exemplo de "Vento de Queimada". Um traço distintivo de seu estilo é a maneira como incorpora elementos do Centro-Oeste brasileiro, transformando-os em pano de fundo e essência de suas histórias. Seus livros têm sido aclamados pela crítica e figuraram entre os finalistas de importantes premiações como o Prêmio São Paulo de Literatura, Prêmio Jabuti e Prêmio Oceanos, com destaque para "Eufrates". Além da ficção, Leones mantém uma atuação ativa como crítico e resenhista, contribuindo para o debate literário contemporâneo no Brasil.

“Em uma cidade pequena, o casal de adolescentes Jean e Fabiana tenta escapar de uma vida cheia de tédio e tristezas. A incerteza em relação ao futuro e o desprezo pelos pais e pelas pessoas que os cercam levam Jean a brincar de roleta-russa num dia que parece ter nascido morto. O romance, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura, aborda a falta de utopias e a ausência de perspectivas existenciais da juventude brasileira.”

“Ambientado entre os anos de 1990 e 2020, o romance entrelaça a vida de três personagens e conecta a Era Collor ao Terceiro Reich, alertando sobre a persistência do espectro nazista.”