
André Cáceres iniciou sua trajetória profissional como jornalista e crítico literário no jornal O Estado de S.Paulo, onde frequentemente abordava o gênero da ficção científica. Em sua atuação na imprensa, ele se destacava por suas análises e contribuições para o cenário literário brasileiro. No final de 2021, ele fez uma transição em sua carreira, deixando a redação do jornal para se tornar editor na Editora SESI-SP. Além de suas atividades como editor, Cáceres é um autor prolífico, com dois livros de ficção científica e um livro de reportagem em seu currículo. Ele também é colunista e ministra oficinas de formação, demonstrando seu compromisso com a difusão e o fomento da literatura contemporânea. Sua obra de ficção científica é notável por seu estilo de 'space opera brasileira', com influências claras de grandes nomes do gênero como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Frank Herbert e George R.R. Martin. Como crítico e curador, André Cáceres enfatiza o papel essencial dos prêmios literários no reconhecimento e na alavancagem da carreira de novos ficcionistas, considerando a cena literária brasileira como efervescente e diversa. Sua participação em diversas frentes do mercado editorial reforça sua posição como uma figura influente na literatura brasileira atual.
A trajetória de André Cáceres no universo literário começou com o jornalismo, atuando como crítico literário no influente O Estado de S.Paulo, com um foco particular em ficção científica. Essa fase foi crucial para o desenvolvimento de sua voz crítica e para sua imersão nos temas que viriam a moldar sua própria escrita. Em 2021, ele expandiu sua atuação para o lado editorial, assumindo um posto na Editora SESI-SP, o que demonstra sua versatilidade e aprofundamento no mercado de livros. Como autor, ele se destaca na ficção científica, explorando temas complexos e construindo mundos vastos, características de uma 'grand space opera brasileira'. Sua escrita é marcada por referências a autores clássicos da ficção científica, mas com uma roupagem e perspectiva brasileiras, abordando, por exemplo, movimentações políticas implacáveis em seus enredos. Além de escrever, Cáceres contribui para a formação de novos talentos através de oficinas e discussões sobre a relevância dos prêmios literários no cenário nacional.

“Lançado pela Patuá Editora em 2021, 'Nebulosa' é uma 'grand space opera brasileira' que se destaca como uma obra de ficção científica ambiciosa. O romance apresenta um futuro onde um império galáctico absoluto domina cento e oito planetas. A narrativa se desenrola através de múltiplos pontos de vista, acompanhando quatro jovens personagens que, cada um à sua maneira, se veem envolvidos nos turbulentos affaires da corte imperial. Um dos protagonistas é um noviço cientista que, através de um método matemático chamado cliodinâmica, prevê um atentado contra o imperador, levando-o ao exílio no planeta Nebulosa. A obra é influenciada por mestres do gênero como Isaac Asimov e Arthur C. Clarke.”

“"As três peças reunidas neste volume trazem para o palco – por ora, para o nosso palco mental – um pouco da inquietante atmosfera da ficção futurista & sobrenatural, mais presente na literatura, no cinema e nas séries. Pensando bem, ampliando sua audiência, mas sem competir com o teatro, essas peças também poderão ser gravadas & transmitidas via rádio ou web. A trama de Esperando o dono e Os tripulantes se passa no futuro, enquanto a trama de A pedra bissexta se passa no presente. As três histórias funcionariam muito bem no formato literário, afinal André Cáceres é um ficcionista talentoso. Mas confesso que a quebra de protocolo me agradou muitíssimo. Afinal, a literatura já está tão cheia de contos, novelas e romances futuristas & sobrenaturais! Não só a literatura. As telonas e as telinhas também. Enquanto o espaço cênico continua tão vazio de androides, mutantes, espaçonaves, maldições, feitiçarias, horror cósmico… Outro detalhe que me agrada muitíssimo é o bom humor que atravessa as três peças." - trecho da apresentação de Luiz Bras.”