
Ana Rüsche, nascida em São Paulo em 1979, é uma escritora, poeta e pesquisadora brasileira. Ela possui uma sólida formação acadêmica, sendo bacharel em Letras e Direito pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Direito Internacional e doutora em Estudos Literários e Linguísticos em Inglês pela mesma instituição. Rüsche aprofundou seus estudos com um pós-doutorado na USP, focando na relação entre mudança climática e ficção científica, e atualmente realiza um segundo doutorado em ecocrítica na Universidade de Brasília (UnB). Sua carreira literária teve início em 2005 com a publicação de poesia e contos. Desde então, tem se destacado pela abordagem de temas contemporâneos como crise climática, política, exclusão e futuro, muitas vezes inserindo elementos de ficção especulativa em suas obras. Ana Rüsche é uma voz ativa na literatura e pesquisa, contribuindo para veículos especializados e atuando como professora em cursos de escrita criativa. Reconhecida por seu estilo único que mescla realismo com o insólito, suas obras já foram traduzidas para diversos idiomas, incluindo italiano, espanhol e inglês, e publicadas em países como México, Estados Unidos e China. Ana Rüsche é finalista do Prêmio Jabuti e vencedora do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica, consolidando sua posição no cenário literário brasileiro e internacional.
A trajetória de Ana Rüsche na literatura começou com a poesia, com a publicação de "Rasgada" em 2005. Posteriormente, ela expandiu para a prosa com o romance "Acordados" em 2007. Sua obra é marcada por um engajamento com questões ambientais e sociais, refletido em sua pesquisa de pós-doutorado sobre mudança climática e ficção científica, e em seu segundo doutorado em ecocrítica. A autora é conhecida por seu estilo que incorpora a ficção especulativa para explorar temas como a crise climática, a política e as relações humanas em um mundo em constante transformação, utilizando uma linguagem que mescla o realismo com o insólito. Ela não apenas escreve, mas também organiza antologias e colabora em obras de não ficção, como "Manual de Sobrevivência na Escrita" e "Cardumes de borboletas". Sua presença internacional é notável, com traduções de suas obras para o italiano, espanhol e inglês, e publicações em outros países, o que demonstra a relevância e o alcance de sua literatura para além das fronteiras brasileiras.

“Aos 50 anos, após a perda da mãe e a demissão, Irene embarca em uma viagem ao Chile onde entra em contato com conhecimentos ancestrais de uma comunidade rural e se vê em meio a uma disputa internacional pela patente da telepatia, em uma jornada de autoconhecimento e empatia.”

“O romance entrelaça duas narrativas em épocas distintas: uma história de amor entre dois homens em Ubatuba em 1985, em meio à crise do HIV e ao contexto político da eleição de Tancredo Neves; e a vida de duas irmãs em São Paulo nos dias atuais, lidando com conflitos pessoais, crise climática e pandemia, conectadas por um misterioso livro de poesias e a substância 'prata viva'.”