
Ana Martins Marques, nascida em Belo Horizonte em 1977, é uma das vozes mais proeminentes da poesia contemporânea brasileira. Graduada em Letras, possui mestrado e doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além de sua carreira literária, trabalha como redatora e revisora na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Sua obra tem sido traduzida para diversos idiomas, incluindo inglês, francês, italiano, alemão e espanhol, consolidando sua presença no cenário literário internacional. Ao longo de sua trajetória, Ana Martins Marques conquistou múltiplos prêmios importantes, como o Prêmio Cidade de Belo Horizonte por seu trabalho inicial, o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Foi também finalista e premiada no Prêmio Oceanos e finalista do Prêmio Jabuti, reconhecimentos que atestam a relevância e a qualidade de sua produção poética.
A trajetória literária de Ana Martins Marques é marcada por um estilo que alia elaboração formal a uma profunda reflexão sobre a vida, buscando um "estreitamento entre linguagem e experiência". Sua poesia é caracterizada pelo minimalismo, com poemas curtos e diretos que, apesar da economia de palavras, transmitem profundidade e intensidade emocional. Sua obra transita entre o cotidiano e o filosófico, explorando temas como a natureza da escrita, o existir, a memória e a materialidade das palavras. Ana Martins Marques demonstra uma atenção particular aos objetos e às minúcias da vida diária, transformando-os em matéria poética e convidando o leitor a uma percepção iluminadora e sensível da realidade. Sua escrita é frequentemente descrita como um laboratório da língua e da vida, evidenciando uma voz forte e original na poesia brasileira contemporânea.

“Obra que consolidou seu nome. Explora cartografias, analogias e o cotidiano, investigando a semelhança e a diferença entre as coisas e as palavras com precisão cirúrgica.”

“Finalista do Jabuti e Oceanos. Continua a exploração de temas caros à poeta como a memória, o corpo e a própria escrita, desafiando os limites da linguagem.”