
Altair Teixeira Martins nasceu em Porto Alegre em 1975. É um dos nomes centrais da literatura contemporânea do Rio Grande do Sul, atuando como romancista, contista, dramaturgo e professor universitário. Possui graduação em Letras, com mestrado e doutorado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, é professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde leciona nos cursos de Letras e Escrita Criativa. Sua obra é marcada por uma prosa poética densa e experimental, frequentemente explorando a fragmentação narrativa e temas como a memória, o luto e as tensões familiares. Martins ganhou projeção nacional ao vencer o Prêmio São Paulo de Literatura com seu romance de estreia, consolidando-se como uma voz que investiga as frestas da realidade urbana e as complexidades psicológicas de seus personagens.
Altair iniciou sua carreira literária na década de 1990, destacando-se precocemente em concursos de contos, como o Prêmio Guimarães Rosa da Radio France Internationale. Sua trajetória é caracterizada por uma transição bem-sucedida entre o conto e o romance, mantendo sempre o rigor estético. Além da ficção, Martins é uma figura influente na formação de novos escritores e possui uma produção dramatúrgica premiada. Seu estilo é frequentemente associado ao pós-modernismo pela quebra da linearidade e pelo uso de múltiplos focos narrativos.

“Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, este romance constrói uma narrativa polifônica a partir da morte de Adorno, um padeiro. Através de múltiplos narradores e uma estrutura não linear, o livro investiga o silêncio e as feridas abertas em duas famílias ligadas por um acidente.”

“Uma road novel pampeana onde os irmãos Elias e Fernando, após décadas de afastamento, cruzam as fronteiras do sul do Brasil até Buenos Aires em um táxi. A missão é levar os restos mortais do irmão Carlos, um jóquei, para uma última corrida simbólica, em uma jornada de reconciliação e delírio.”