
Aline Valek nasceu em Governador Valadares, Minas Gerais, e cresceu em Brasília, no Distrito Federal. Formou-se em Comunicação Social pelo Instituto de Ensino Superior de Brasília. No início de sua carreira profissional, atuou como redatora publicitária, produtora de conteúdo, colunista e ilustradora, escrevendo para veículos de comunicação online e agências. Ao longo da década de 2010, começou a desenvolver projetos narrativos virtuais de maneira independente. Esses trabalhos abrangeram a redação e distribuição de newsletters, a impressão de zines, a criação de oficinas de escrita criativa e a publicação de livros digitais. Como um desdobramento de sua produção ensaística e comunicacional, criou o selo 'Bobagens Imperdíveis', que posteriormente foi convertido em um podcast quinzenal focado em debates sobre arte, ciência, história e linguagem. Atualmente, reside em Munique, na Alemanha, de onde continua produzindo seus textos e boletins informativos.
A entrada de Aline Valek na literatura ocorreu por meio da autopublicação, com os volumes de contos 'Hipersonia crônica' (2013) e 'Pequenas tiranias' (2015). A inserção no mercado editorial tradicional deu-se com o lançamento do romance 'As águas-vivas não sabem de si' (2016), que mescla elementos da ficção científica com uma investigação psicológica sobre a solidão humana frente à vastidão do fundo do oceano. Em 2020, publicou seu segundo romance, 'Cidades afundam em dias normais', apresentando um cenário de distopia silenciosa pautada pela inundação lenta e gradual de uma localidade no cerrado brasileiro. A sua produção literária é caracterizada pelo uso de recursos da ficção especulativa, da ficção insólita e do realismo mágico para debater questões de comunicação interpessoal, ansiedades estruturais e processos de adaptação ao meio ambiente. Ela atua também como compiladora de crônicas focadas na experiência geracional, vistas nos volumes da série 'Bobagens Imperdíveis', e assina participações em antologias voltadas à literatura especulativa e feminista, a exemplo da obra colaborativa 'Universo desconstruído'.

“Situado em uma base científica no assoalho oceânico, o romance acompanha Corina, uma mergulhadora profissional que testa trajes de submersão profunda. Em meio ao silêncio marítimo, a narrativa divide o foco entre a introspecção humana acerca da solidão da equipe e capítulos narrados através da consciência das rudimentares criaturas abissais que os rodeiam.”

“Ambientada no interior do cerrado, a obra relata a vida de diversos personagens conectados a um município que, de forma contínua, está sendo engolido pela água de um lago. Ao invés de um colapso imediato, a trama explora um apocalipse cotidiano em que o avanço da água dita a adaptação da memória coletiva e das rotinas dos moradores.”