
Churiah Puri (Aline Rochedo Pachamama) é uma historiadora, escritora e ilustradora brasileira pertencente ao povo Puri da Mantiqueira. Com doutorado em História Cultural pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e mestrado em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), sua trajetória acadêmica e literária é indissociável de seu ativismo pela memória e pela valorização das culturas dos povos originários. Ela é a fundadora da Pachamama Editora, um selo editorial protagonizado por mulheres indígenas que prioriza obras bilíngues e a preservação das línguas ancestrais. Sua escrita é descrita como uma 'escrita-semeadura', focada na 'reparação linguística' e no fortalecimento da identidade indígena em contextos urbanos e tradicionais. Aline atua também como pesquisadora colaboradora em projetos internacionais, como o Arquivo Multimídia da Poesia da CPLP, e dedica-se à revitalização da cultura Puri, povo que durante décadas foi erroneamente considerado extinto pela historiografia oficial brasileira. Em 2021, fundou o Instituto Pachamama em Visconde de Mauá para aprofundar as ações de educação e preservação ambiental.
Churiah iniciou sua produção literária focada na preservação da história oral e da memória coletiva. Seu estilo funde a rigorosidade da pesquisa histórica com a sensibilidade poética da tradição oral. Como editora, revolucionou a publicação de literatura indígena ao lançar obras bilíngues e polilíngues (envolvendo troncos linguísticos como Macro-Jê), buscando democratizar o acesso à palavra escrita como ferramenta de resistência e afeto. Suas obras abordam temas como ancestralidade, feminismo indígena, ecologia e o direito à cidade.

“Vencedora do Prêmio Carolina Maria de Jesus, a obra é composta por crônicas e poesias ilustradas pela própria autora. O texto propõe uma 'geografia do afeto', onde o país não é delimitado por fronteiras políticas, mas pela presença e pelo nome das árvores nativas da Mata Atlântica e pelos povos que as protegem.”

“Estudo e relato sobre a identidade e luta de mulheres indígenas em diferentes contextos geográficos.”