
Alexandre Carrião Staut nasceu em Espírito Santo do Pinhal, SP, em 1973. Durante a adolescência, mudou-se para Bauru, onde cursou Comunicação Social na Unesp. Ao longo de sua vida, residiu em países como Inglaterra e França, e atualmente mora em São Paulo. Com mais de 18 anos de experiência, atuou como jornalista especializado em gastronomia em importantes veículos paulistas, incluindo Folha de S.Paulo, Diário Popular, Jornal da Tarde e Gazeta Mercantil. Além de sua prolífica carreira como escritor, Staut é o fundador e editor da revista literária São Paulo Review, um espaço dedicado à difusão da literatura. Ele também está à frente da Folhas de Relva Edições, consolidando sua presença no cenário editorial brasileiro. Sua trajetória multifacetada o leva a transitar com fluidez entre o jornalismo investigativo, a criação literária e a paixão pela gastronomia, elementos que frequentemente se entrelaçam em suas obras.
A carreira de Alexandre Staut é marcada pela versatilidade e pela interconexão entre diferentes formas de expressão artística. Como autor, ele se dedica a romances, literatura infantil e dramaturgia. No cinema, assinou o roteiro do média-metragem "O anjo da guarda de Caio Fernando Abreu". Sua experiência se estende também aos palcos, com participação como ator na peça "Ça Ira", do francês Joël Pommerat, e no filme "A moça do calendário", de Helena Ignez. Adicionalmente, é o autor da peça teatral "Marquesa", que aborda a figura histórica de Madame de Pompadour. Sua obra literária é frequentemente enriquecida por sua expertise em gastronomia, explorando temas como memória, culinária e as complexidades das relações humanas. Staut é reconhecido por um estilo que busca o universal nas histórias cotidianas, muitas vezes combinando jornalismo literário, antropologia e ficção para criar narrativas ricas e saborosas. Ele é também cronista do site Vida Breve, mantendo uma presença ativa na discussão cultural e literária contemporânea.

“Este livro de memórias gastronômicas narra as experiências do autor como cozinheiro na França por três anos, nas cidades de Brest, Tours e Arromanches-les-Bains. A história acompanha as descobertas do autor sobre produtos gastronômicos, pratos da culinária tradicional, músicas, literatura e a história oficial e popular dos lugares. Inclui um estudo sobre hábitos alimentares da Idade Média francesa e 58 receitas que o autor aprendeu.”

“Resultado de mais de 15 anos de pesquisa, este livro é uma imersão na cultura culinária brasileira. Alexandre Staut utiliza jornalismo literário, relatos de viagem, história oral, antropologia e ficção para explorar a gastronomia de povos originários (aldeias indígenas do Mato Grosso e Rio de Janeiro, Amazônia), a contribuição dos povos africanos (quilombolas), a comida de santo e festas religiosas, a gastronomia de imigrantes e, em uma parte ficcional, o futuro da alimentação no Brasil.”