
Alexander Hochiminh Leite Xavier, mais conhecido como Alex Xavier, nasceu em São Paulo, em 28 de abril de 1975. Graduou-se em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM/SP) em 1997, ano em que iniciou sua carreira como assessor de imprensa. Ao longo dos anos, consolidou uma vasta experiência no jornalismo, trabalhando em renombradas redações como Veja São Paulo, onde foi repórter e crítico de cultura e entretenimento, e no Grupo Estado (O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde), atuando como repórter e crítico de cinema. Também colaborou como editor em publicações como TAM nas Nuvens e Destak, além de atuar como freelancer para diversas revistas e jornais, cobrindo áreas como cultura, esporte, negócios e tecnologia. Além de sua trajetória jornalística, Alex Xavier expandiu sua atuação para a ficção, publicando livros de contos que refletem sua visão crítica e criativa do mundo contemporâneo. Ele também se aventurou na produção audiovisual, estudando cinema na New York Film Academy (EUA) e na Escuela Internacional de Cine y TV (Cuba), e dirigindo o curta-metragem 'Casulo' (2000) e o documentário 'Mistura' (2018). É um dos integrantes do coletivo Discórdia, que desde 2017 atua na produção de zines, na realização de oficinas de escrita criativa e na curadoria de clubes de leitura, consolidando-se como uma voz atuante no cenário literário e cultural brasileiro.
A trajetória literária de Alex Xavier é profundamente influenciada por sua vasta experiência no jornalismo. Sua escrita de ficção, especialmente nos livros de contos, aborda o cotidiano das grandes cidades brasileiras, introduzindo elementos fantásticos e bem-humorados em situações rotineiras. Seu estilo é marcado pela observação perspicaz das 'pessoas-algoritmo' em um mundo muitas vezes absurdo. Em 'Não vai dar tempo', Xavier inova ao estruturar a antologia de contos como um jornal, com narrativas que dialogam com editorias tradicionais como 'Brasil', 'Política' e 'Cinema'. Essa fusão entre o realismo jornalístico e a liberdade da ficção é uma marca distintiva de sua obra, que explora temas como a pressão do tempo, a era das fake news e as relações humanas em um cenário urbano dinâmico. Ele ministra oficinas de escrita criativa e participa de coletâneas, demonstrando um engajamento contínuo com a produção e discussão literária.

“Nesta coletânea de contos, Alex Xavier transporta o leitor para o universo de pessoas comuns em grandes centros urbanos, cujas rotinas são subvertidas por acontecimentos fantásticos. Com uma pitada de humor e elementos de gêneros como terror, suspense e ficção científica, o autor explora a forma como os protagonistas reagem (ou não) aos absurdos ao seu redor, presos à inércia de seus hábitos. É uma reflexão sobre a indiferença diante da realidade, apresentada de forma criativa e imprevisível.”

“Composta por 21 narrativas, esta antologia de contos é uma engenhosa homenagem ao jornalismo, com sua estrutura espelhando as tradicionais editorias de um jornal, como 'Carta do Leitor', 'Brasil', 'Política' e 'Cinema'. Alex Xavier constrói cada história no limite entre a ficção e a realidade, abordando situações e personagens típicos do universo jornalístico, da pressão para o fechamento da edição aos desafios da era da 'fake news'. É um convite à reflexão sobre a profissão e suas intersecções com a vida.”