
Alex Sens nasceu em 1988, em Florianópolis, Santa Catarina. Ele iniciou sua trajetória literária com a publicação de livros de contos como "Esdrúxulas" (2008) e "Trincada" (2009). Seu romance de estreia, "O frágil toque dos mutilados" (2015), recebeu reconhecimento significativo, vencendo o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura na categoria Jovem Escritor, além de ser finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos. Além de romances, Alex Sens também é autor de outras coletâneas de contos como "Corações ruidosos em queda livre" (2018) e "Algólidas" (2024), e dos romances "A silenciosa inclinação das águas" (2019) e "O obsceno sono dos ciprestes" (2021). Sua obra é caracterizada por explorar temas complexos com um estilo que mistura sensualidade, repulsa e um tom jocoso. Atualmente, ele reside em Lyon, na França.
A carreira literária de Alex Sens é marcada por uma evolução notável, começando com contos de humor negro e realismo mágico em obras iniciais como "Esdrúxulas" e "Trincada". Sua transição para o romance foi consolidada com "O frágil toque dos mutilados", que estabeleceu sua voz distinta e lhe rendeu importantes prêmios. Ele se aprofundou em narrativas de drama familiar e questões existenciais em seus romances subsequentes, como "A silenciosa inclinação das águas" e "O obsceno sono dos ciprestes", que fazem parte de uma tetralogia. Paralelamente, continuou a explorar o formato do conto, com obras que abordam a morte e o absurdo da condição humana, utilizando um estilo "sensual, repulsivo e jocoso" que se tornou sua marca registrada. Sua obra reflete uma busca por expor o que está oculto nas sombras do real, com personagens que enfrentam seus medos, dores e segredos mais íntimos.

“Passado ao longo de 28 dias numa pequena cidade litorânea, o romance conta a história de Magnólia, uma enóloga tão temperamental quanto enigmática, que visita o irmão e os sobrinhos após ter estado três anos distante. O livro é um drama familiar sobre o reencontro de pessoas que tentam se explicar, ajustar e compreender através de seus sonhos e conflitos.”

“À maneira das estrelas eclipsantes que intitulam este volume, os contos de Algólidas são uma constelação ofuscante em seus excessos de obscenidade e beleza. No jardim de pequenas delícias celestes cultivado por Alex Sens, tudo é tão imprevisível quanto estranhamente possível, como se o autor colhesse sua matéria narrativa do campo dos nossos sonhos mais perturbadores.”