
Alessandro Thomé nasceu na cidade de São Paulo, no ano de 1974. Graduou-se no curso de Letras pela Universidade Metodista de São Paulo. Ao longo de sua carreira profissional, estruturou sua atuação em duas frentes: a literatura e o audiovisual. No setor cinematográfico, escreveu, produziu e dirigiu obras independentes, como o curta-metragem 'A escadaria' e o média-metragem 'Dança das nuvens'. O engajamento no cinema o levou a integrar a equipe do projeto educacional 'Curta Química e Natureza', atuando como roteirista de mais 23 curtas-metragens, com indicações em festivais na Europa. Iniciou suas publicações literárias no ano de 2007 e, em 2018, teve seu conto-base para um futuro romance adaptado para o cinema pelo diretor Marcelo Leme, circulando em festivais no Brasil e no exterior.
A produção literária de Alessandro Thomé aborda temas sociais e psicológicos estruturados a partir da desigualdade, do abandono familiar, do trauma e do luto. O estilo de sua prosa caracteriza-se por uma linguagem direta, sem atenuações para as violências descritas em suas narrativas. Estreou na ficção longa com 'Até o fim do dia' (2007). Em sua segunda obra, 'A casa iluminada' (2012), o autor explorou a degradação mental de um personagem envolvido em um luto violento, publicação que o inseriu no rol de prêmios literários nacionais. Posteriormente, lançou 'Cão Maior' (2020), focado em personagens marginalizados pela pobreza e pela prostituição infantil, obra que se desdobrou de um conto previamente escrito. Em 'Perto dos olhos de Deus' (2022), seu quarto romance, a narrativa concentra-se em uma experiência de isolamento e sobrevivência no mar, mantendo a ênfase no aprofundamento das tensões emocionais de sua protagonista.

“A narrativa descreve o cotidiano de Pétria, vítima de exploração infantil pelo próprio pai, e seu encontro com Alfredinho, um jovem de família deslocada pela construção de uma represa, que recorre à criminalidade em uma tentativa de ajudá-la.”

“A obra acompanha um narrador que relata eventos em uma ilha, cuja população e situações inabituais funcionam como uma alegoria para as atitudes e a história de toda a humanidade.”