
Alessandra Motta, mais conhecida como Alê Motta, nasceu em São Fidélis, no interior do estado do Rio de Janeiro. Formada em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela concilia sua atuação na área com uma paixão intrínseca pela escrita, que a acompanha desde a infância e se tornou uma parte essencial de sua vida. Sua entrada no cenário literário brasileiro foi marcada pela participação na antologia "14 novos autores brasileiros", organizada pela aclamada escritora Adriana Lisboa. Alê Motta se estabeleceu rapidamente como uma voz singular e relevante na literatura contemporânea, com obras que têm sido aclamadas pela crítica especializada. Além de sua prolífica produção literária, ela também contribui regularmente como colunista para a Revista Vício Velho.
A trajetória literária de Alê Motta é distintiva, caracterizada por sua maestria no gênero das micronarrativas. Sua escrita é notavelmente concisa, densa e incisiva, utilizando poucas palavras para construir histórias de grande impacto emocional e social. Ela se aprofunda em temas complexos da sociedade, frequentemente abordando-os de maneira crua e real, com a capacidade de provocar profunda reflexão e tirar o leitor da zona de conforto. Seus contos são particularmente notáveis pelos desfechos que surpreendem e incomodam, explorando o lado sombrio da humanidade, conflitos e ressentimentos de forma sagaz. A recepção crítica positiva de sua obra e a inclusão de seu livro "Velhos" como leitura obrigatória em vestibulares de universidades públicas, além de sua adaptação para o teatro, consolidam Alê Motta como uma importante representante da nova geração de escritores brasileiros.

“Esta aclamada coletânea de trinta contos e microcontos explora a velhice sob diversas perspectivas, desconstruindo estereótipos. Alê Motta apresenta personagens idosos que são ativos, intensos, solitários ou desesperançados, abordando temas densos como violência, sexualidade, debilitação física, os relacionamentos e o choque geracional. Sua linguagem é concisa e direta, por vezes bem-humorada, e a obra se destacou por ser leitura obrigatória em vestibulares de universidades públicas de Santa Catarina, além de ter sido adaptada para o teatro.”

“O primeiro romance de Alê Motta narra a intensa história de Otávio, um adolescente de 17 anos que revisita os traumas profundos de sua infância, com foco especial em um grave acidente de carro e o subsequente abandono por seu pai, um homem alcoólatra e negligente. Com uma cicatriz física marcante no rosto e profundas feridas emocionais, Otávio precisa lidar com sentimentos de ódio, a complexidade dos relacionamentos familiares e a incessante busca por vingança, tudo isso enquanto tenta se reconhecer e amadurecer em um mundo de conflitos.”