
Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1973, Adriane Garcia é poeta, escritora, teatroeducadora e atriz. Graduou-se em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e cursou especialização em Arte-Educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Na área de eventos e gestão cultural, atuou como cocuradora do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLIBH) em 2017 e do FLIR BH-Luanda em 2020. Atua também como mediadora de clubes de leitura, como o Clube de Poesia Círculo de Poemas de Belo Horizonte. Além das obras publicadas no Brasil, seus poemas foram traduzidos para idiomas como o inglês e o espanhol, passando a integrar antologias e revistas internacionais.
Sua produção literária concentra-se na poesia, ferramenta pela qual examina pautas como feminismo, preservação ecológica, memória histórica e estruturas sociais. A linguagem de suas obras frequentemente subverte narrativas consolidadas, desconstruindo discursos hegemônicos para expor tensões cotidianas e estruturais. A autora estreou com a desconstrução de elementos infantis aplicados à fase adulta e, progressivamente, expandiu sua temática para o apagamento urbano e a crise ambiental global, esta última evidenciada em sua produção sobre a relação predatória entre o ser humano e a natureza. Seu trabalho contínuo de revisitar e reinterpretar personagens femininas encontra expressão ao ceder voz a figuras bíblicas e míticas de forma questionadora. O uso e a apropriação de terminologias de outras ciências, como a biologia, também marcam seus experimentos de linguagem aplicados à crítica do corpo.

“Reconstrução poética em torno da primeira figura feminina bíblica sob um prisma contemporâneo.”

“Construído como um compêndio falso de anatomia, emprega nomenclatura científica corporal como ponto de partida para versar sobre a exposição de feridas, as demarcações sociais e a identidade.”